Mont Royal, o monte que dá nome à cidade

Quando desembarquei em Montreal, já no aeroporto, percebi que o que ouvia falar sobre a cidade ser bilíngue era verdade. A agente de imigração me saudou com um educado “Bonjour! ”, mas, depois que respondi “Good morning”, ela logo mudou para o inglês. E momentos como esse se repetiram todos os dias enquanto estive em Montreal.

A dona da casa onde fiquei me perguntou logo que cheguei: “French or English?”. Quando a caixa do supermercado começava a falar em francês eu já respondia “Je ne parle pas Français” e ela imediatamente mudava para o inglês. Essa frase, aliás, foi a primeira coisa que aprendi em Montreal, significa “eu não falo francês”.

Montreal é assim, uma cidade bilíngue! Mais de 50% da população declarou que falava francês e inglês no último censo realizado na região. Entre os mais jovens e nas áreas centrais acredito que esse número seja muito maior, pois sempre presenciei as pessoas falando os dois idiomas onde estive.

Não importa o emprego que você tenha, você precisa ser bilíngue. O atendente do McDonalds lá vai falar pelo menos inglês e francês e esses idiomas são aprendidos na escola. Isso mesmo, diferente do Brasil, onde as escolas não ensinam uma segunda língua de verdade, na região de Québec o francês é ensinado na escola e as crianças aprendem de verdade. É claro que eles também usam no dia a dia, por isso não esquecem. E esse é um ponto superimportante: a preservação das origens.

A região de Quebec, uma das dez províncias do Canadá onde está Montreal, foi colonizada pela França no início do século XVII, quando era chamada de Nova França. Embora esteja dentro do Canadá, colonizado pela Inglaterra, ela é reconhecida como uma nação autônoma em função da língua, da cultura e das instituições próprias.

As marcas da presença dessas duas grandes nações estão presentes por todos os lugares em Montreal, maior cidade da província de Quebec e segunda maior do país, atrás apenas de Toronto.

Arquitetura

Andar pelas ruas de Montreal é como estar no interior da Inglaterra por um momento e na França em outro.

Essa mistura, com forte presença da França está presente visivelmente na arquitetura da cidade.

Aqui, vemos a região do Old Port ou Vieux Port, em francês, onde era realizado o comércio de peles na época da colonização francesa. Foi a partir dessa região que Montreal começou a se desenvolver.

Esta é a rua onde eu morei enquanto estive estudando em Montreal. É curioso que lá não existem nomes de bairros. Quando perguntam onde você mora, você precisa dizer a estação de metrô. Eu, por exemplo, morava na Monk station, na green line. A minha rua, essa aí da foto, é a Allard.

Aqui está uma foto da região mais pobre da cidade. Diferente das favelas bem conhecidas no Brasil, a região menos abastada de Montreal é assim como vocês podem ver na foto. Um pouco mais afastada do centro, mas ainda assim com facilidade de acesso ao metrô.

bairro-pobre-montreal

 

Transporte

Falando em metrô, dá só uma olhada na malha ferroviária de Montreal. Os moradores de lá dizem que o metrô não é lá essas coisas, mas para quem sai do Brasil, do Rio de Janeiro especialmente, não há nada para reclamar. Ele é limpo, rápido, barato (compatível com a moeda local). Gasta-se apenas $85 dólares por mês de transporte. O cartão, que se chama Opus card, serve tanto para metrô quanto para ônibus e qualquer pessoa pode comprar um em qualquer estação de metrô ou até mesmo no aeroporto, como eu fiz.

metro-Montreal

 

 

Comunicação

Como eu falei acima, Montreal é uma cidade bilíngue (embora o idioma oficial seja o francês) com a maior população francófona do mundo depois de Paris, na França. Por isso, muitas pessoas me perguntavam por que eu escolhi Montreal e não Toronto, por exemplo, para estudar inglês.


placa-frances-montreal

De fato, quando você começa a andar pela cidade e começa a ver placas em francês, informações em francês, instruções no metrô em francês etc. dá um certo susto porque, afinal, você foi estudar inglês. Mas vale reafirmar que praticamente todas as pessoas que trabalham com o público e os jovens falam inglês fluentemente. Problema para se comunicar você não vai ter se sua intenção é estudar inglês em Montreal.

As embalagens de alimentos vendidas no mercado são todas em inglês e francês, assim como informações importantes em sites e informativos espalhados pela cidade.

Não me arrependo nem um pouco de ter escolhido Montreal em função dela ser bilíngue e o francês ser o idioma oficial, pois essa mistura é muito interessante. É bonito ver a facilidade com a qual eles trocam de língua em segundos. Além do mais, a cidade é a principal porta de entrada de imigrantes no país, o que torna Montreal ainda mais interessante com tantas pessoas de nacionalidades distintas. São árabes, indianos, coreanos, japoneses, latinos em geral. É incrível ver toda essa gente diferente no metrô, andando pelas ruas, nas cafeterias espalhadas pela cidade.

Um dos principais atrativos da cidade, vale dizer, são as universidades. Montreal possui quatro grandes e importantes universidades, dezenas de faculdades e outras dezenas de colleges, o que atrai e muito jovens do mundo inteiro. Ela é a cidade que concentra o maior número de estudantes da América do Norte. Isso não é incrível?

Eu tive a oportunidade de visitar a McGuill, a maior universidade da província e a segunda maior do Canadá, atrás apenas da Universidade de Toronto, que também tive a oportunidade de conhecer. Vou falar um pouco mais sobre estudos e universidades num post mais à frente ainda este mês.

Universidade McGuill

Universidade McGuill

 

Segurança

Como Montreal é a cidade com o melhor custo de vida entre as principais cidades do Canadá, ela ganha mais um ponto no momento de escolha de onde ir. Além disso, a maior cidade de Quebec é também a que tem os melhores índices de segurança no país.

Para nós, brasileiros, acredito que esse seja um dos pontos mais importantes.

Nunca vou esquecer a cara de espanto da professora de conversação quando ela perguntou sobre roubos e assaltos nas cidades em que morávamos e eu disse que havia sido assaltada quatro vezes e furtada uma vez. Ela não conseguia entender como era possível alguém apontar uma arma ou ameaçar você e roubar suas coisas.

É claro que coisas ruins acontecem, como furtos em casas e carros, mas a violência de um assalto é algo que os canadenses, e os québécois, em especial, não conhecem.

Para se ter uma ideia, até eu chegar em Montreal, no final de Março, não havia acontecido sequer um homicídio na cidade. Em 2014, por exemplo, na cidade do Rio de Janeiro foram registrados 3939 homicídios. Em Montreal, no mesmo ano, apenas 28.

Vale dizer que o Canadá está sempre na lista dos 10 melhores países para se viver.

Curtiu saber um pouquinho mais sobre o Canadá e Montreal? Então compartilhe o texto com seus amigos!

Durante todo o mês de maio, nós vamos conversar sobre o curso de inglês que fiz em Montreal, os processos burocráticos, como tirar seu visto canadense, seu passaporte e muito mais!

 

Segunda-feira tem mais!

See you!

 

Pôr do sol de Niágara Falls city

Como prometido, hoje vou falar sobre como é o curso de inglês na escola onde estudei, a ALI. Em primeiro lugar, é importante saber que você pode fazer um curso de inglês no exterior independente do seu nível de conhecimento.

Entretanto, por experiência própria e pelo que vi e ouvi na escola, acredito que é mais interessante investir num curso desses depois de já ter estudado inglês no Brasil. Acho que se aproveita mais quando já se tem conhecimento do idioma. Além disso, o primeiro dia na escola será para que os professores testem seu nível de inglês. Isso mesmo, você faz um teste oral de nivelamento no primeiro dia de aula e o resultado do teste vai determinar para que turma você vai. Se você já tiver conhecimento, melhor para você, pois irá entrar em uma turma mais avançada com possibilidade de praticar o inglês no nível adequado ao seu.

O teste de nivelamento é simples: um professor vai conversar com você em inglês, perguntar algumas coisas da sua vida, por que quer ou precisa estudar inglês, o que você faz da vida, como é sua cidade e país etc. As perguntas variam de tempo verbal, ou seja, você será questionado no presente, passado e futuro. A intenção é avaliar sua capacidade de se expressar corretamente em inglês, identificar seus erros e encontrar o nível ideal para corrigir os problemas encontrados no teste que, na realidade, é mais uma entrevista.

No meu primeiro dia de aula, além do teste de nivelamento, o coordenador da escola apresentou a metodologia de trabalho deles, a infraestrutura do lugar, a programação cultural para os meses de março e abril e outras questões mais burocráticas de como proceder nas aulas.

A regra mais importante apresentada naquele dia foi: “falar apenas inglês no 8º andar”, onde ficavam as salas de aula. No refeitório e nas outras áreas da escola era permitido falar outros idiomas, mas no 8º andar apenas inglês ou francês, para quem estivesse estudando francês, do outro lado do corredor.

Esse foi um dos itens que considerei mais importantes até por que os professores só falam inglês e há tantas pessoas de nacionalidades tão distintas que você não tem outra saída a não ser falar em inglês. Na minha sala, por exemplo, haviam 10 alunos. Eu era a única brasileira. Haviam colombianos, mexicanos, japoneses e coreanos. O que

vocês acham que era mais fácil, falar em inglês ou em japonês, por exemplo? Não tinha saída! E isso foi ótimo!

Para alguns alunos dos níveis iniciais, como um japonês que conheci, usar o Google Tradutor era a única saída. Cada um se vira como pode, o importante naquele ambiente era se comunicar em inglês.

Indo ao que interessa, vou explicar agora como funciona o curso.

Eu estudei por quatro semanas. Iniciei no nível 4 com uma turma que estava formada desde o nível 1. Em um mês de curso, estudei o equivalente a um semestre no Brasil, pois terminamos um livro inteiro. Era isso o que eu fazia em seis meses de curso no Brasil. Mas devo confessar que era bem cansativo.

Vamos aos números: 4 aulas por semana, 5 horas por dia + dever de casa, 1 prova de gramática por semana e 1 prova de leitura e escrita e conversação a cada 15 dias.

Fazer provas toda semana foi o que mais me assustou no começo, mas, no fim, acho que isso foi determinante para o meu aprendizado. Nos cursos do Brasil, geralmente estudamos por dois meses para, daí então, fazer a primeira prova. No curso da ALI, os alunos são avaliados o tempo todo informalmente e formalmente toda semana. Mas há também uma diferença essencial. Quando se vai para o exterior estudar inglês, seu foco é estudar inglês. Sendo assim, todo seu tempo será dedicado a isso e suas experiências estarão envolvidas nesse objetivo.

Outra diferença é que, além de ser um curso no exterior, trata-se de um curso intensivo. Poucos cursos no Brasil têm uma carga horária tão extensiva quanto essa de quatro vezes por semana e cinco horas por dia.

O que estou querendo dizer com isso é que o objetivo deste texto não é comparar cursos do Brasil com cursos do exterior e dizer qual é o melhor, porque um complementa o outro. Como falei anteriormente, considero perda de dinheiro ir para o exterior estudar inglês sem ter conhecimento prévio e, para isso, é quase inevitável fazer um curso de inglês antes, aqui mesmo no Brasil. Ou, como segunda opção, aprender sozinho. Eu, como não sou nada autodidata, ainda mais para o inglês, preferi estudar antes de ir. Agora, depois de voltar, minha intenção é estudar inglês aqui na Digital Max também. Não dá para parar!

Voltando ao curso, devo dizer que ele é dividido em três partes: gramática; skills, como eles chamam, mas que pode ser entendido como leitura e escrita; e conversação. As aulas acontecem sempre nessa ordem, o que achei incrível, pois elas se complementam, e com professores diferentes, o que dá um ritmo importantíssimo para o aprendizado ser prazeroso. São cinco horas de aula, com um intervalo de uma hora para almoço, o que te faz permanecer na escola por seis horas. Mas as aulas não têm a mesma duração. Gramática e Conversação têm, cada uma, duas horas de duração, enquanto Skills tem apenas uma e cada dia se pratica uma habilidade distinta, que varia entre leitura e escrita.

Gramática – Grammar | Skills – Habilidades de leitura e escrita | Speak – Conversação

O livro utilizado pela escola é esse da foto abaixo. Em sala de aula, utilizamos o livro da aula, claro, e em casa fazemos o exercício no HomeWork. Cada dia aprendemos um assunto diferente em aula e ali mesmo praticamos, com exercícios escritos e falados, especialmente.

American Headway level 4

Livro de inglês level 4

Na aula seguinte, de Skills, a outra professora trabalha itens que foram aprendidos na gramática, só que o foco será o da leitura e da escrita.

Quando a aula é de leitura, cada aluno lê uma parte do texto, discute sobre palavras novas encontradas no texto e depois faz um exercício sobre interpretação e responde a algumas perguntas do livro. Isso é feito primeiramente em grupos menores e depois cada grupo compartilha suas respostas com a sala inteira.

Nas aulas de escrita, depois da orientação da professora, devemos escrever um texto sobre determinado assunto em sala de aula. A professora passa em cada grupo para olhar os textos individualmente e fazer as correções. Durante o curso, escrevi um email para uma amiga, uma carta falando da experiência em Montreal, descrevi uma conversa com uma amiga por telefone sobre o final de semana, entre outras coisas.

Na aula de conversação nós temos um tema por dia, que é iniciado pela professora com comentários gerais e depois cada grupo pratica entre si a discussão do assunto.

Abaixo, algumas imagens com exemplos de exercícios.

ingles-ALI

Um dos muitos exercícios de inglês realizados em sala de aula

Alguns dos muitos exercícios de inglês realizados em sala de aula

Como eu já havia estudado inglês por muitos anos, posso dizer que 90% do que vi em sala de aula eu “já sabia”. Coloco entre aspas porque, na verdade, já tinha estudado antes, sabia que aquilo não era estranho a mim, mas não sabia como usar no dia a dia. E de que adianta olhar para um conteúdo, saber que já viu aquilo antes, e não conseguir usar na sua fala ou na escrita?

Então, o curso foi útil para mim porque pude praticar de verdade o conhecimento que estava adormecido e, especialmente, destravar. Antes de viajar, eu não conseguia ter uma conversa em inglês porque tinha medo de errar. Hoje, permaneço com muitos erros, mas falo assim mesmo. E o mais importante: reconheço quando erro.

Claro que o assunto não acabou e eu tenho muito mais coisa para compartilhar, especialmente dicas de como melhorar seu inglês para além da sala de aula. Continue acompanhando o blog e comente abaixo o que está achando e se quer saber algo em especial!

Ah, no próximo post vou falar um pouco de como é viver em Montreal, a cidade mais europeia da América!

See you soon!!

Digital Max no Canadá

Eu sou Francine Tavares, trabalhei na Digital Max quando eu tinha 18 anos e hoje, quase 10 anos depois, estou de volta para movimentar os canais de comunicação da Digital Max, trazer novidades e conversar com vocês. E eu vou começar contando um pouco da experiência que tive no curso de inglês que fiz no Canadá em março e abril deste ano. Acabei de voltar de lá e as informações estão fresquinhas na minha cabeça!

 

Sou formada em Comunicação Social, Publicidade e Relações Públicas, estou terminando o mestrado em Comunicação também e confesso que nunca gostei de estudar inglês. Adoro estudar, mas inglês nunca foi meu forte. Mesmo assim, sempre procurei estudar a língua, faço cursos desde os 16 anos, indo e voltando de vários deles sem concluir nenhum. Mas, no ano passado, decidi que não deixaria 2016 acabar sem conseguir me comunicar em inglês. Não mesmo! Então me planejei para fazer um mês de curso de inglês no exterior. Para tornar realidade um dos meus grandes sonhos, tive que começar a pensar e planejá-lo com muita antecedência. Antes mesmo de decidir data e destino e até mesmo se eu teria condições de ir, comecei a minha pesquisa.

Este será o primeiro de muitos posts sobre o Canadá. Mês que vem vamos saber um pouco mais sobre os EUA.O objetivo é compartilhar experiências minhas e de outros integrantes da Digital Max e do Probem que possam interessar a alunos ou não.

Então vamos lá!

O primeiro passo nesse “projeto internacional” foi buscar orçamento com agências de intercâmbio como Egali, CI, EF etc. Comecei a fazer essa pesquisa ainda em 2014. Na época, minha intenção era ir para a Europa, Londres primeira opção ou Dublin como segunda opção. Entretanto, o aumento do euro e da libra esterlina, moeda da Inglaterra, me fizeram mudar os planos e colocar o Canadá como a única opção financeiramente viável. Até então não havia pensado no Canadá. Não tinha feito isso porque sempre tive maior vontade de conhecer a Europa do que a América do Norte e também porque, para EUA e Canadá, eu precisaria de visto. Essa questão do visto, aliás, é muito importante. Por isso, vou fazer um post falando sobre esses trâmites burocráticos mais à frente. Aguardem!

Bom, essa questão do visto realmente me assustava. E se o visto fosse negado? Era esse o meu maior medo, porque perderia tempo e dinheiro. Mas no fim das contas o visto foi aprovado e depois eu conto como foi esse processo.

 

Moeda

Definitivamente, a questão financeira foi determinante na minha escolha. Quando eu comecei a buscar orçamentos de intercâmbio, o Euro, que é a moeda da Irlanda e da maior parte dos países da Europa, estava R$3,10 e a Libra esterlina, moeda da Inglaterra, R$4,10 (mais ou menos, pois não lembro os preços exatos). Como eu demorei para decidir, não foi possível aproveitar esses preços e tudo subiu. Conclusão: o Dólar Canadense a R$2,80 foi a melhor opção.

Dólar canadense

Dólar canadense

Quando você compra um curso no exterior, você vai pagar o custo da moeda local, ainda que você pague para a agência em Real. É importante lembrar também que você precisará levar dinheiro para alimentação, transporte e lazer, por isso é importantíssimo acompanhar a taxa do câmbio diariamente para encontrar a melhor época para comprar dinheiro.

Um site que me ajudou muito nesse processo cansativo foi o Melhor Câmbio. Ele dá a melhor taxa de câmbio do dia/período e as casas de câmbio que oferecerem o melhor preço. Acesse aqui: melhorcambio.com.

 

Toronto, Montreal ou Vancouver

 Montreal, Toronto ou Vancouver: dúvida cruel!

Toronto, Montreal ou Vancouver: dúvida cruel!

Depois de decidir que eu iria para o Canadá, a outra decisão importante a ser tomada seria o destino. Os três destinos principais para estudo de línguas no Canadá são Toronto, Vancouver e Montreal. Os dois primeiros para quem quer aprender apenas inglês e Montreal para quem quer aprender inglês ou francês. Isso mesmo, Montreal, que é a maior cidade de Québec e a segunda mais populosa do Canadá, é majoritariamente francófona devido a colonização da França, mas quase toda a população fala francês e inglês, especialmente os mais jovens.

Esses três destinos são muito diferentes, por isso a escolha foi difícil. Vancouver, por exemplo, é uma cidade litorânea, na região norte, mais quente do que Toronto que, embora não seja a capital do país, é a maior cidade do Canadá.

Acredito que o destino mais procurado por quem quer estudar inglês no Canadá seja Toronto, mas eu escolhi Montreal por dois motivos: baixo custo de vida e possibilidade de estudar inglês e francês ao mesmo tempo. O segundo motivo acabou não vingando, porque, com a intensidade do curso de inglês, tentar aprender outra língua ao mesmo tempo seria impossível. Eu vou escrever com detalhes como foi a experiência de estudar inglês em Montreal ainda esta semana. Fiquem ligados!

 

Custo de Vida

Tem uma coisa que você precisa saber sobre custos no Canadá (e nos EUA também): o preço que está nas etiquetas não é, na realidade, o preço final. Isso mesmo, os impostos ou taxas, como eles chamam, são cobrados a parte. Então, quando você for comprar alguma coisa, preste atenção pois você vai pagar um valor a mais referente à taxa.

Embora as taxas em Québec sejam as mais altas de todo o Canadá, o custo de vida permanece sendo o menor. Para residentes é melhor ainda, pois a província oferece uma série de benefícios únicos para os moradores da região como saúde pública de qualidade, licença maternidade para mães e pais, entre outros.

Mercado também é barato por lá. Com $30,00 é possível fazer boas compras para durar uma semana e alimentar uma pessoa. Mas carne vermelha, principalmente, é bem caro.

O transporte também é outro ponto que pesa a favor de Montreal. Com $85,00 é possível usar metrô e ônibus o mês inteiro sem limite. E o melhor: o metrô é rápido e seguro, como todo o Canadá, e Montreal em especial.

 

Curso de Inglês

Escola ALI - Montreal

Escola ALI – Montreal

Talvez esse seja o ponto que mais interessa, afinal o objetivo foi viajar para melhorar o inglês de um jeito ou numa velocidade diferente do que eu teria no Brasil.

No fim das contas, escolhi a agência Egali para contratar o curso depois de verificar o preço diretamente com a escola. Como não havia diferença de custo do curso se eu comprasse direto com a escola ou com a agência, escolhi pagar pela agência porque eu poderia parcelar.

A Egali só me deu uma opção de escola, que foi a Académie Linguistique Internationale (ALI), uma escola de inglês e francês, então eu não tive como avaliar outras. Eu cheguei a buscar os preços de algumas outras, mas a ALI tinha o melhor custo-benefício.

Fechei um pacote com curso de 20 horas semanais (segunda à quinta, de 8:30 às 14:30), mais residência estudantil (um quarto numa casa perto de uma estação de metrô, com 10 minutos de distância da escola) e seguro saúde para o período que iria ficar lá.

Não vou falar os preços aqui porque eu fechei o contrato em uma data específica e os valores estão sempre mudando. Mas você consegue orçamento facilmente entrando em contato com as agências ou diretamente com as escolas.

Posso dizer que valeu muito a pena o curso no exterior! Embora tenha sido apenas um mês, esse mês valeu literalmente como um semestre, pois trabalhamos um livro inteiro em sala de aula.

Por hoje, vou ficar por aqui, mas no próximo post eu vou falar em detalhes como é o curso, como fui parar no nível que entrei lá, vou falar como eram as aulas, compartilhar algumas dicas que os professores deram e dar sugestões de como aproveitar melhor suas aulas de inglês, seja no Brasil ou no exterior.

Quarta-feira tem post novo aqui no blog!

See you soon, guys!