visto-canadense-como-tirar-passo-a-passo

Para visitar o Canadá você precisa ter um visto, que é um documento que dá permissão para viajar ao país (imagem abaixo). Ao contrário do que foi divulgado no ano passado, continua sendo necessário o visto canadense, mesmo para os brasileiros que têm visto americano.

visto canadense que fica colado ao passaporte

visto canadense que fica colado ao passaporte

A primeira coisa que você precisa saber é que o pedido para visto canadense pode ser feito de algumas maneiras:

– Pessoalmente em uma das três unidades do Centro de Solicitação de Vistos do Canadá (CVA), com escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília.

– Por meio de um serviço de despachante que provavelmente será indicado pela agência de viagens ou intercâmbio que você irá contratar.

– Pela internet, que é o que vamos mostrar aqui.

O segundo ponto importante é que o passo a passo que será mostrado a seguir não dará conta de explicar todas as dúvidas que poderão surgir durante o preenchimento do formulário, pois há itens que aparecem de acordo com o perfil da pessoa que está preenchendo. Mas, a maior parte das informações aqui vai servir para orientá-lo sobre como tirar o visto canadense.

Há três grandes etapas do processo de solicitação do visto: verificação de elegibilidade, preenchimento e submissão de documentos e envio do passaporte.

VERIFICAÇÃO DE ELEGIBILIDADE

Esse é o primeiro passo do seu processo. Ele serve para você averiguar se seu perfil está apto para solicitar o visto pela internet. Acesse http://www.cic.gc.ca/ctc-vac/getting-started.asp e clique em “Start my application” depois de verificar todas as informações. Atenção: todas as informações estão em inglês. Se não conseguir entender tudo, use o Google Tradutor. Se ainda assim for difícil a compreensão, é melhor pedir ajuda a alguém que entenda melhor o idioma.

Depois de dar início a sua aplicação, o site vai ser redirecionado a uma página onde a verificação de elegibilidade vai começar. Para isso, você deve fornecer informações como o que quer fazer no Canadá, seu país de origem, tempo que pretende ficar no Canadá etc.

A quantidade de perguntas, e de telas, dependem do seu perfil e isso pode variar bastante. Mas, depois de responder às perguntas que aparecem, o site vai gerar uma tela dizendo se você está apto ou não para dar continuidade ao processo pela internet.

Se a resposta da verificação de elegibilidade for negativa, você voltar algumas perguntas para avaliar se respondeu corretamente e então preencher de novo.

Se o resultado for positivo, será apresentado a você um checklist com tudo o que você precisa apresentar para dar continuidade ao processo.

primeira etapa

primeira etapa

Atenção 1: para realizar o processo online você precisa ter um cartão de crédito para fazer o pagamento da taxa do visto, que custa $100.00 (dólares canadenses).

Atenção 2: seu processo só estará liberado para continuar online se você tiver um código pessoal. O número é algo como este: “XY9999999999”.

PREENCHIMENTO E SUBMISSÃO DE DOCUMENTOS

A solicitação de documentos vai depender do seu perfil, das respostas que você deu na etapa anterior. Se você tem visto americano, por exemplo, pode ser que não lhe peçam alguns documentos. Mas o importante aqui é incluir todos os documentos que eles pedem e tudo mais que você conseguir para comprovar vínculo com o Brasil (se você estiver solicitando um visto de turismo ou de estudante até 6 meses), renda para se sustentar enquanto estiver no Canadá, comprovante de escola e residência, se for o caso. Ou seja, tudo que comprove sua intenção de ir e voltar sem causar problema.

Siga as instruções da página! É fácil de entender. Mas é preciso atenção.

segunda etapa

segunda etapa

Embora os documentos solicitados possam mudar, em todos os casos eles pedem para preencher dois formulários que devem ser baixados no próprio site. Você deve usar a ferramenta Adobe Acrobat Reader para editar os arquivos em pdf. Esse passo é muito importante, pois o arquivo pede uma assinatura digital depois de preenchido, que só é possível com a versão atualizada do Adobe Acrobat Reader. Isso quer dizer que você não precisa imprimir os formulários, preencher, escanear e enviar. Basta preencher no próprio computador, autenticar e fazer o upload.

Inclua todos os documentos solicitados em arquivo pdf. Não deixe de fazer uma carta de intenção, em inglês, de preferência, falando sobre suas motivações e intenções em relação à viagem. Esse ponto é importante porque é o contato mais humano que você vai ter com o cônsul que vai avaliar seu pedido, já que não há – nesses tipos de visto – entrevista presencial.

terceira etapa

terceira etapa

Depois de enviar todos os documentos, clique em submeter. Você receberá um email confirmando o envio do seu pedido de visto.

 

ACOMPANHAMENTO DO PROCESSO

Você vai receber e-mails a cada alteração de status do processo de solicitação do visto, mas se você quiser acessar novamente o cadastro ou até mesmo iniciar o processo de upload de documentos e continuar depois, basta guardar seu login e acesso cadastrados na primeira etapa.

O site frequentemente fica lento porque o volume de acessos é muito alto, mas, toda vez que o site “cair”, acesse a área “Apply online” e clique em “Continue to GCKey”: http://www.cic.gc.ca/english/e-services/mycic.asp.

Atenção: depois de enviar os documentos não é possível fazer mais nenhuma alteração. Certifique-se de que todas as informações e documentos enviados estão claros e corretos.

ENVIO DO PASSAPORTE

Se solicitarem seu passaporte você tem 99% de chance do visto ser aprovado. Digo 99 e não 100 porque pode ser que eles decidam outra coisa ou encontrem informações incompatíveis com as que você enviou anteriormente e decidam não aprovar. Mas isso é bem difícil de acontecer.

Bom, se você mora em uma das cidades onde há o escritório do CVAC você pode ir pessoalmente lá e entregar e buscar o seu passaporte. Fazendo isso você economiza o valor do envio do passaporte para sua casa, mas ainda precisa pagar a taxa de serviço no valor de R$72,37. Se você for utilizar o serviço de courier do CVAC (para entregar o passaporte em sua casa), essa taxa pode variar entre R$31,54 e R$169, 70.

Todas as informações sobre esse procedimento podem ser encontradas no site do CVAC, em português:  http://www.vfsglobal.ca/Canada/Brazil/introduction.html.

Quando você for enviar ou levar o seu passaporte no CVAC você precisa anexar a carta gerada no sistema online do visto e o comprovante de pagamento da taxa de envio, se for o caso, e da taxa de serviço. Se você for levar pessoalmente o passaporte em um escritório do CVAC você poderá pagar a taxa pessoalmente, em dinheiro ou cartão.

Depois que o passaporte é enviado, o processo será muito rápido. Em menos de 7 dias o passaporte já estará pronto para ser retirado ou enviado.

Atenção 1: o seu visto canadense provavelmente terá a validade do seu passaporte. Diferente do visto americano, ele não será mais válido depois que a validade do passaporte vencer.

Atenção 2: visto aprovado não é garantia de entrada no país. Quando chegar ao Canadá você terá que passar pela imigração e provavelmente apresentar a documentação que comprova o que você fará no país. Esteja preparado!

 

O processo de solicitação do visto canadense pode parecer difícil, mas, seguindo o passo a passo do próprio sistema, não tem como errar. Mas, claro, é preciso muita atenção e paciência.

Eu tirei meu visto sozinha, tanto o americano quanto o canadense e consegui aprovação nos dois logo de primeira. O canadense eu confesso que foi um pouco mais chato, mas acho que vale a pena fazer sozinho, pois o serviço de despachante é bem caro e não há garantia de que o visto vai ser aprovado.

Ah, o blog “Fazendo as malas” me ajudou muito no processo de solicitação de visto. Eles têm um passo a passo muito detalhado do processo. Se tiver faltando alguma informação aqui, corre lá: http://fazendoasmalas.com/blog/como-tirar-o-visto-para-o-canada-pela-internet-um-guia-passo-a-passo-completo/712/#login_steps.

 

Se você tiver alguma dúvida, comente logo abaixo!

See you!

Pôr do sol de Niágara Falls city

Como prometido, hoje vou falar sobre como é o curso de inglês na escola onde estudei, a ALI. Em primeiro lugar, é importante saber que você pode fazer um curso de inglês no exterior independente do seu nível de conhecimento.

Entretanto, por experiência própria e pelo que vi e ouvi na escola, acredito que é mais interessante investir num curso desses depois de já ter estudado inglês no Brasil. Acho que se aproveita mais quando já se tem conhecimento do idioma. Além disso, o primeiro dia na escola será para que os professores testem seu nível de inglês. Isso mesmo, você faz um teste oral de nivelamento no primeiro dia de aula e o resultado do teste vai determinar para que turma você vai. Se você já tiver conhecimento, melhor para você, pois irá entrar em uma turma mais avançada com possibilidade de praticar o inglês no nível adequado ao seu.

O teste de nivelamento é simples: um professor vai conversar com você em inglês, perguntar algumas coisas da sua vida, por que quer ou precisa estudar inglês, o que você faz da vida, como é sua cidade e país etc. As perguntas variam de tempo verbal, ou seja, você será questionado no presente, passado e futuro. A intenção é avaliar sua capacidade de se expressar corretamente em inglês, identificar seus erros e encontrar o nível ideal para corrigir os problemas encontrados no teste que, na realidade, é mais uma entrevista.

No meu primeiro dia de aula, além do teste de nivelamento, o coordenador da escola apresentou a metodologia de trabalho deles, a infraestrutura do lugar, a programação cultural para os meses de março e abril e outras questões mais burocráticas de como proceder nas aulas.

A regra mais importante apresentada naquele dia foi: “falar apenas inglês no 8º andar”, onde ficavam as salas de aula. No refeitório e nas outras áreas da escola era permitido falar outros idiomas, mas no 8º andar apenas inglês ou francês, para quem estivesse estudando francês, do outro lado do corredor.

Esse foi um dos itens que considerei mais importantes até por que os professores só falam inglês e há tantas pessoas de nacionalidades tão distintas que você não tem outra saída a não ser falar em inglês. Na minha sala, por exemplo, haviam 10 alunos. Eu era a única brasileira. Haviam colombianos, mexicanos, japoneses e coreanos. O que

vocês acham que era mais fácil, falar em inglês ou em japonês, por exemplo? Não tinha saída! E isso foi ótimo!

Para alguns alunos dos níveis iniciais, como um japonês que conheci, usar o Google Tradutor era a única saída. Cada um se vira como pode, o importante naquele ambiente era se comunicar em inglês.

Indo ao que interessa, vou explicar agora como funciona o curso.

Eu estudei por quatro semanas. Iniciei no nível 4 com uma turma que estava formada desde o nível 1. Em um mês de curso, estudei o equivalente a um semestre no Brasil, pois terminamos um livro inteiro. Era isso o que eu fazia em seis meses de curso no Brasil. Mas devo confessar que era bem cansativo.

Vamos aos números: 4 aulas por semana, 5 horas por dia + dever de casa, 1 prova de gramática por semana e 1 prova de leitura e escrita e conversação a cada 15 dias.

Fazer provas toda semana foi o que mais me assustou no começo, mas, no fim, acho que isso foi determinante para o meu aprendizado. Nos cursos do Brasil, geralmente estudamos por dois meses para, daí então, fazer a primeira prova. No curso da ALI, os alunos são avaliados o tempo todo informalmente e formalmente toda semana. Mas há também uma diferença essencial. Quando se vai para o exterior estudar inglês, seu foco é estudar inglês. Sendo assim, todo seu tempo será dedicado a isso e suas experiências estarão envolvidas nesse objetivo.

Outra diferença é que, além de ser um curso no exterior, trata-se de um curso intensivo. Poucos cursos no Brasil têm uma carga horária tão extensiva quanto essa de quatro vezes por semana e cinco horas por dia.

O que estou querendo dizer com isso é que o objetivo deste texto não é comparar cursos do Brasil com cursos do exterior e dizer qual é o melhor, porque um complementa o outro. Como falei anteriormente, considero perda de dinheiro ir para o exterior estudar inglês sem ter conhecimento prévio e, para isso, é quase inevitável fazer um curso de inglês antes, aqui mesmo no Brasil. Ou, como segunda opção, aprender sozinho. Eu, como não sou nada autodidata, ainda mais para o inglês, preferi estudar antes de ir. Agora, depois de voltar, minha intenção é estudar inglês aqui na Digital Max também. Não dá para parar!

Voltando ao curso, devo dizer que ele é dividido em três partes: gramática; skills, como eles chamam, mas que pode ser entendido como leitura e escrita; e conversação. As aulas acontecem sempre nessa ordem, o que achei incrível, pois elas se complementam, e com professores diferentes, o que dá um ritmo importantíssimo para o aprendizado ser prazeroso. São cinco horas de aula, com um intervalo de uma hora para almoço, o que te faz permanecer na escola por seis horas. Mas as aulas não têm a mesma duração. Gramática e Conversação têm, cada uma, duas horas de duração, enquanto Skills tem apenas uma e cada dia se pratica uma habilidade distinta, que varia entre leitura e escrita.

Gramática – Grammar | Skills – Habilidades de leitura e escrita | Speak – Conversação

O livro utilizado pela escola é esse da foto abaixo. Em sala de aula, utilizamos o livro da aula, claro, e em casa fazemos o exercício no HomeWork. Cada dia aprendemos um assunto diferente em aula e ali mesmo praticamos, com exercícios escritos e falados, especialmente.

American Headway level 4

Livro de inglês level 4

Na aula seguinte, de Skills, a outra professora trabalha itens que foram aprendidos na gramática, só que o foco será o da leitura e da escrita.

Quando a aula é de leitura, cada aluno lê uma parte do texto, discute sobre palavras novas encontradas no texto e depois faz um exercício sobre interpretação e responde a algumas perguntas do livro. Isso é feito primeiramente em grupos menores e depois cada grupo compartilha suas respostas com a sala inteira.

Nas aulas de escrita, depois da orientação da professora, devemos escrever um texto sobre determinado assunto em sala de aula. A professora passa em cada grupo para olhar os textos individualmente e fazer as correções. Durante o curso, escrevi um email para uma amiga, uma carta falando da experiência em Montreal, descrevi uma conversa com uma amiga por telefone sobre o final de semana, entre outras coisas.

Na aula de conversação nós temos um tema por dia, que é iniciado pela professora com comentários gerais e depois cada grupo pratica entre si a discussão do assunto.

Abaixo, algumas imagens com exemplos de exercícios.

ingles-ALI

Um dos muitos exercícios de inglês realizados em sala de aula

Alguns dos muitos exercícios de inglês realizados em sala de aula

Como eu já havia estudado inglês por muitos anos, posso dizer que 90% do que vi em sala de aula eu “já sabia”. Coloco entre aspas porque, na verdade, já tinha estudado antes, sabia que aquilo não era estranho a mim, mas não sabia como usar no dia a dia. E de que adianta olhar para um conteúdo, saber que já viu aquilo antes, e não conseguir usar na sua fala ou na escrita?

Então, o curso foi útil para mim porque pude praticar de verdade o conhecimento que estava adormecido e, especialmente, destravar. Antes de viajar, eu não conseguia ter uma conversa em inglês porque tinha medo de errar. Hoje, permaneço com muitos erros, mas falo assim mesmo. E o mais importante: reconheço quando erro.

Claro que o assunto não acabou e eu tenho muito mais coisa para compartilhar, especialmente dicas de como melhorar seu inglês para além da sala de aula. Continue acompanhando o blog e comente abaixo o que está achando e se quer saber algo em especial!

Ah, no próximo post vou falar um pouco de como é viver em Montreal, a cidade mais europeia da América!

See you soon!!